Para sempre...

sábado, janeiro 30, 2010























O cimento pode ser leve como a brisa
Como o vento que sopra triste no rosto
Sepultado o cimento canta 
Com rosas submersas
Dentro do rígido cimento há um rio
Morto como aquele presente esquecido
Morto como aquele sangue doce que um dia volta 
Vivo como um bordado de flores 
Sentado como quem rega um jardim 
Vou costurando o meu passado 
Contemplando a vida que continua 
Gota a gota nas pegadas 
Riso a riso nas lágrimas esquecidas 
A canção antiga de leve volta 
Beija o rosto, acaricia 
Nas lembranças teu sorriso canta 
E num abraço me rega a vida 
Sei que a carne de outrora é rio 
Que as mãos são delicadeza 
E que a surpresa da tua chegada 
Agora é infinita 
Mas de surpresas se faz a vida 
E é amamentando que se lambe a cria 
É na toalha que envolve o corpo 
Que o amor se pronuncia... 
 Na janela de um antigo prédio 
A memória te traz infinda 
Sorriso leve, aceno breve 
Da sacada tu me traz a vida 
Meu sangue é semente de uma árvore Antiga.
Plantada por teu rio 
Se não estás mais, não chores, 
Em mim estarás ainda.

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