Uma nova descoberta: Literatura infantojuvenil

sexta-feira, fevereiro 26, 2010













Hoje é a primeira aula com o lendário e, quase que, "jurássico" professor J.J, docente responsável pela disciplina Literatura infantojuvenil...Há de ser o ápice das sextas-feiras...que todos tentam escapar às aulas ministradas neste dia tão "caloroso" como hoje. Estou eufórica !!!  No dia da minha morte eu fui Narciso. Se era o mundo um buraco negro eu quis ser um buraco fundo. E fui pro_fun_do . . . .

Naquele dia analisei as mazelas do mundo, as náuseas, as crateras, e as criaturas, suas chagas, o mal cheiro delas. Me vomitei mil pedaços de carne podre, verme famélico de mim mesmo, me apodrecendo e me superando na morte que encenei . . . morria. Ah! vã filosofia, mistérios ainda escondidos sob o Sol.
Nietzsche, construindo o imundo caos, Schopenhauer mostrando o advir nefando. Surrealistas visões de mim, ... se eu fosse mundo ... Mas eu tinha ainda na retina a lembrança-imagem do ser perfeito que águas paradas refletiram um dia; e o mundo foi perfeição a partir de então. Ah! ventos aziagos que sopraram e ainda sopram; e criam ondas que entortam o espaço e naquele lago amarrotam minha face mundo ao mesmo tempo !!!... Ah!. . espelho, espelho meu..... 

Tem o mundo uma outra cara que não seja eu? Estou cansado, sou só vazio, e já não tenho outro itinerário. Quero, cínico, para mim as honras de um perfeito serviço literário no dia do meu funerário desvario. E assim morri, morri aos poucos mais uma morte minha. como outras tantas que já morrera um dia, e outras tantas que morrerei até. E entre as mortes, sucessivas mortes que sempre morro em mim, quero arrastar junto ... e aí o meu desespero ... mulheres belas, e meus companheiros, para a imundície dos sanitários. 

Lençóis floridos, perfumados, limpos, para que?... só gosto de mim e me detesto mundo. Mas na minha infância e não importa a idade, sou só a vaidade daquela perfeição que abstraí de mim. Ácido muriático sobre as pessoas, desinfetantes para que fiquem boas. O mundo está doente e a culpa é delas. Sou só fanático. Ah!, amigo poeta, para mim eu não quero uma morte assim. Quero em vida ter a coragem de ser o eu imperfeito na minha individualidade crua, ter a mulher nua no lençol florido, o amigo sincero com o seu sorriso franco porque sei que ele também, como eu também assim, vive as dores dele que já não são pequenas e as dores do mundo, dores sem fim.

Eu quero morrer chegada a vida ao fim, a morte enquanto barulho é vida, é luta de quem não quer morrer ainda. Quero morrer em paz, sem dizer nada, elefante que tomba, vela que apaga uma morte silêncio e fim.

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