Delírios...

quarta-feira, junho 23, 2010


Nua, mas para o amor não cabe o pejo 
Na minha a sua boca eu comprimia. 
E, em frêmitos carnais, ela dizia: 
– Mais abaixo, meu bem, quero o teu beijo! 
Na inconsciência bruta do meu desejo 
Fremente, a minha boca obedecia, 
E os seus seios, tão rígidos mordia, 
Fazendo-a arrepiar em doce arpejo. 
Em suspiros de gozos infinitos 
Disse-me ela, ainda quase em grito: 
– Mais abaixo, meu bem! – num frenesi. 
No seu ventre pousei a minha boca, 
– Mais abaixo, meu bem! – disse ela, louca, 
Moralistas, perdoai! Obedeci...

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