Frieza

terça-feira, junho 22, 2010




Os teus olhos são frios como espadas, 
E claros como os trágicos punhais; 
Têm brilhos cortantes de metais 
E fulgores de lâminas geladas. 
Vejo neles imagens retratadas 
De abandonos cruéis e desleais, 
Fantásticos desejos irreais, 
E todo o oiro e o sol das madrugadas! 
Mas não te invejo, Amor, essa indiferença, Que viver neste mundo sem amar 
É pior que ser cego de nascença! 
 Tu invejas a dor que vive em mim! 
E quanta vez dirás a soluçar: 
"Ah! Quem me dera, Irmã, amar assim!..."

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