Renúncia

terça-feira, junho 22, 2010


A minha mocidade há muito pus No tranqüilo convento da tristeza; Lá passa dias, noites, sempre presa, Olhos fechados, magras mãos em cruz... Lá fora, a Noite, Satanás, seduz! Desdobra-se em requintes de Beleza... E como um beijo ardente a Natureza... A minha cela é como um rio de luz... Fecha os teus olhos bem! Não vejas nada! Empalidece mais! E, resignada, Prende os teus braços a uma cruz maior! Ainda a mortalha que te encerra! Enche a boca de cinzas e de terra Ó minha mocidade toda em flor!

Você também pode gostar

0 comentários

Obrigada pela visita! Sua participação é muito importante.

SIGA-ME NO INSTAGRAM: @zildapeixoto