Sensações

sábado, setembro 25, 2010



[1] A chuva, como é bonita. Caindo sobre a cidade, como uma cortina, simples e vertical. Algum tempo depois, ela some e deixa as memórias assentarem-se, como sombras escondendo-se da luz. 

[2] A chuva cai fina sobre a pele. Perfura, gota a gota, atravessando a espinha. Tranqüilidade e presságio. Calmaria. 

[3] O gole de água desce a garganta seca e hidrata as temerosas cordas vocais que falham em uma paralisia contínua. Ele é tímido e ela olha. 

[4] Nas retinas, eterniza-se a imagem A respiração pesa no peito. Ansiedade. 

[5] O abraço reconforta, relaxa os músculos do corpo já castigados pelo cansaço; esquenta. Num abraço, duas entregas. E uma parceria. Num abraço o sentimento se cria. 

[6] Os lábios se tocam lentamente. Tímidos. Os corpos se aproximam, ainda rígidos, até que se completam. O beijo atiça a carne, sensibiliza o toque. Une as almas. Eles notam. 

[7] A luz penetra tênue como um fio a cruzar a janela. Tudo é penumbra, mas nada é vazio. A luz corta as sombras e os corpos revela. Nus. entregues ao sono. Satisfeitos. Ele e ela.

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