Literatura de alta velocidade

quarta-feira, julho 13, 2011

Alguém já tinha pensado neste conceito? Literatura de alta velocidade? Pois é, Drummond já antecipava: "Escrever é cortar palavras". João Cabral, na mesma linha:"Enxugar até a morte". Hemingway: "Corte todo o resto e fique no essencial".












Seguindo à risca a lição dos mestres, chegamos aos microcontos: "miniaturas literárias" que cabem em panfletos, filipetas, camisetas, adesivos, postes, muros, tatuagens, cartão postal, hologramas, desenhos animados , arquitetura, instalação, música ... e que podem ser lidas no ônibus, no metrô e ... nas telas do computador. (Cá entre nós, um prato cheio para propostas atrativas de ensino de literatura e integração de novas tecnologias.) O mais conhecido microconto do mundo é:"Quando acordou, o dinossauro ainda estava lá.",de Augusto Monterroso, com 37 letrinhas. No Brasil, Dalton Trevisan, autor dos recentes "Arara bêbada", "Capitu sou eu" e "Pico na veia" é o representante maior dessa literatura.

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1 comentários

  1. Pedimos gentilmente que coloque a fonte dessa matéria. Dê créditos.
    http://lousadigital.blogspot.com.br/2012/07/literatura-de-alta-velocidade.html

    Post publicado originalmente em 27/04/05
    Revisado e republicado porque a temática continua muito atual, principalmente por causa das novas ferramentas de microblogs. Vale a pena retomar a conversa!

    Obrigada,
    Sônia Bertocchi

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