Se é brasileiro, não presta!

sexta-feira, agosto 19, 2011

Hoje vou falar de um dos assuntos que mais me incomoda. A imprestabilidade de tudo o que é brasileiro. Porque não valorizamos nossa cultura? 

Porque ouvimos mais Hip-Hop que MPB? Porque Gisele Bündchen não é mulata? Ou nossa segunda língua não é hispânica? Há alguma coisa de errado com tudo o que é brasileiro, porque se é brasileiro, não presta! A própria literatura, por exemplo. Preferimos dar valor a livros internacionais, culpando as editoras de publicá-los em massa, deixando-nos poucas opções nacionais de leitura. Desculpinha esfarrapada essa né? J

Já pensou se deixássemos de procurar bem um marido porque a maioria dos homens são cafajestes? Pelo amor de Deus né? Por menos que seja a oferta, submetemo-nos a livros internacionais porque não valorizamos o que temos em casa. E aquele velho papo: “adoro ler livros estrangeiros porque me fazem viajar por lugares que nunca fui”. Jura? Vidas Secas de Graciliano Ramos, te levará ao sertão nordestino que aposto, a patricinha de São Paulo nunca viu. Ainda no campo da literatura, me pergunto porque diminuímos tanto nosso potencia, para comprar coisas que deixaram de ser arte literária para serem produtos comercializáveis. Harry Potter, Crepúsculo... produtos feito para gerar lucro. Oh! Claro, não se vive sem dinheiro (entendo, não tiro meus pés do chão), mas e sem arte? E não sejamos hipócritas de dizer que não acontece, ousam as músicas de hoje e as de antes da Revolução Industrial. 

Será, realmente, que nada mudou pra pior? Será realmente que vale a pena por todo o valor cultural abaixo em prol de entretenimento? Sim porque, a maioria das pessoas que leem livros deste tipo, não leem para mais nada se não, passar o tempo. Vivendo como se a vida fosse uma batalha mediúnica contra o relógio, onde precisamos correr, fazendo com que o maior número de tempo seja passado o mais rápido possível. E depois, no final da vida, o que é que fica? 

Já li livros que me transformaram como pessoa, e não me refiro a autoajuda não, digo Olhais os Lírios do Campo de Érico Veríssimo. Ok, nem todo livro precisa ser uma obra-prima, mas precisamos mesmo de literatura comercial? Livros escritos em 6 meses. Porque idolatrar tanto o que vem de fora, se lá fora o Brasil é mais respeitado que aqui dentro? Não há mal em nos deixarmos influenciar por novas culturas, o importante é crescer, evoluir, mas não perder nossas características principais. Dizer que curte rock e só ouvir Iron Maiden, Audioslave, Deep Purple Kiss e o caramba, não é ser roqueiro, é ser bajulador de estrangeiro. Porque não ouve Angra, Pitty, CPM22, Charlie Brown Jr , Capital Inicial, Skank? Ou pelo menos rock latino? 

O rock argentino é um dos melhores do mundo, mas se quer ouvimos nas rádios. Até a moda brasileira está em baixa no Brasil, veja os desfiles do Fashion Week. Enquanto lá fora, se veste cada vez mais abrasileirado, aqui agente quer americanizar. Estes dias li uma frase de Armoni que dizia que no exterior, o Brasil é visto como um país sensual, que exalta a beleza, e é esse valor que o consumidor europeu procura quando compra a etiqueta Made in Brazil. 

E isto não é só com livros, música e moda... vejam o comportamento, a cultura, os filmes, o padrão de beleza e até o que um povo tem de maior valor: sua língua. Há alguma coisa de errado com tudo o que é brasileiro, porque se é brasileiro, não presta! 

Por: Um Lugar Escuro. CONTATO: umlugarescuro@gmail.com Essa postagem foi feita pelo meu amigo Zegur.Ele tem um blog maravilhoso, o http://umlugarescuro.blogspot.com.

Eu já deixei meu comentário a respeito e,gostaria muito que os amigos da Cachola também comentassem.Vale a pena discutir sobre esse assunto.

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