Contos de fadas que crescem com o leitor

quinta-feira, setembro 29, 2011

Olá,queridos!

Quem gosta de contos de fadas?Eu..adoro!Ainda mais quando conhecemos obras tão fantásticas como a da autora Camila Fernandes.Esse post está sendo refeito para deixar bem claro,a minha posição enquanto a publicação do mesmo.
Algumas pessoas que comentaram entenderam como se o posto fosse de minha autoria,e provocando assim,um equívoco muito grande com seu autor, o editor da Revista Carta Capital Antonio Luiz M. C. Costa.Seu nome e o da revista sempre estiveram nos marcadores,muito bem definidos.Porém,alguns não prestaram a devida atenção a esse grande detalhe.Por isso, este post está sendo lançado novamente para deixar bem clara a honestidade de quem publica esse blog que,visa sempre a verdade.Enfim,frisando o nome do autor e esclarecendo que trata-se de uma matéria.

Fonte: Revista Carta Capital
 Antonio Luiz M.C.Costa é editor de internacional de CartaCapital e também escreve sobre ciência e ficção científica.

Era uma vez uma menina que gostava de contos de fadas, principalmente nas versões melosas da Disney. Mas e depois que cresceu e descobriu que a vida é mais complicada do que casar-se com um príncipe e ser feliz para sempre? Revisitar esse mundo de ilusões infantis com um olhar mais adulto, ou pelo menos mais irônico, tem sido um tema comum na literatura de fantasia moderna a ponto de já ter gerado produtos para a indústria cultural de massas, da série de animação Shrek a muitos dos sucessos de Neil Gaiman.

Numa perspectiva mais pessoal e artesanal, Reino das Névoas (Tarja Editorial, R$ 30, 168 págs.), de Camila Fernandes, antologia editada com apoio do Programa de Ação Cultural do Estado de São Paulo, recria contos tradicionais e inventa outros, estendendo uma ponte entre o imaginário das ex-princesinhas e o mundo real da existência adulta. Tem o subtítulo de “Contos de Fadas para Adultos”, mas o tom e o conteúdo falam mais a adolescentes e adultas jovens.
Há cenas de violência, inclusive sexual, mas tratadas com sensibilidade. A raiva, em muitos desses contos, anda de mãos dadas com o amor como um sentimento vital e adulto, indispensável ao equilíbrio emocional e à busca da justiça. É uma noção de sabedoria tradicional presente em muitos contos tradicionais e que convém relembrar ante a obsessão dos bem-intencionados por livros que promovem “sentimentos construtivos” e ignoram os conflitos reais, gerando de um lado uma literatura falsa e tediosa e de outro a contrapartida inevitável de estimular o gosto pela brutalidade e pelo cinismo “proibidos”, mas facilmente disponíveis no mercado.
Linguagem e a narrativa são simples e lineares, mas bem cuidadas, como nas versões clássicas das antologias dos irmãos Grimm, de Andersen e de Perrault. Como nas melhores edições destas, são acompanhadas de belas ilustrações, que como a capa, são trabalhos da própria autora.
Reprodução
Eis uma amostra de prosa, do conto que dá o título à antologia, inspira-lhe a capa e é o último e mais extenso – na verdade, uma pequena novela:
“A rainha Nuura não tinha paciência para longas narrativas. Encomendara para o quarto somente as três faixas que cobriam sua parede. Para ela, a história do reino resumia-se a isto: uma comitiva de cavaleiros chegando com suas espadas e com seus cavalos brancos; os reis antigos e fracos entregando a chave do reino às mãos de seu pai, estando ela, ainda princesa, altaneira ao lado dele; por fim, seu casamento com um príncipe e a coroação dos dois como senhores daquele país, agora pacificado. Os detalhes da história não interessavam nem a seus olhos nem a seu orgulho”.
É uma rainha para a qual só importa a façanha da conquista, o casamento e ser feliz para sempre. E apesar de ter ficado viúva, até certo ponto o consegue, arrebatando rapazes para serem seus escravos sexuais durante longos períodos e depois os sacrificando para prolongar indefinidamente sua juventude e seu domínio sobre o reino. Quem é ela? Claro que é a Rainha Má. Mas a filha não é bem a Branca de Neve: tem traços tanto dela quanto de Chapeuzinho Vermelho, mas consegue superar tanto a passividade da primeira quanto a ingenuidade da segunda ao encontrar o Caçador, os Anões, a Vovozinha e o Lobo, cujos papéis são completamente transfigurados.

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2 comentários

  1. Nossa Zilda, que mal entendido chato.Mas agora esta tudo esclarecido e resolvido.
    Um beijo

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  2. Bacana o esclarecimento, demonstra a transparência e autenticidade do blog. É isso ai Mara!

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