Em Destaque #13 - Com palestra de Anne Rice, vampiros são destaque na Bienal

sexta-feira, setembro 02, 2011


Monstros são tema de debate nesta sexta (2); autora dá palestra no dia 11.
Veja as diferença entre vampiros de Rice e de Stephenie Meyer.



Os vampiros terão espaço nobre na 15ª Bienal do Livro do Rio de Janeiro, que começou na última quinta-feira (1º), no Riocentro, Zona Oeste da cidade. E não apenas pela vinda da americana Anne Rice, uma das escritoras mais importantes do gênero, autora de “Entrevista com o vampiro” (1976), que dará palestra na próxima quarta-feira (7).

Anne fala dentro de uma série de eventos promovidos pela Bienal que giram em torno dessas (quase sempre) sinistras figuras literárias. Nesta sexta (2), por exemplo, haverá debate sobre vampiros e bruxas com as autoras Deborah Harkness e Mary Del Priore.

No dia 11, fãs da série “Crepúsculo” (2005 – 2008), da também americana Stephenie Meyer, se encontrarão no pavilhão do Riocentro para discutir seus personagens favoritos, às vésperas do lançamento do filme “Amanhecer”. O longa, previsto para chegar aos cinemas brasileiros em 18 de novembro, encerra a saga que ganhou sua 1ª adaptação em 2008.Meyer é, junto com Rice, uma das autoras que mais vendem livros quando o assunto é vampiro. E, em muitos aspectos, suas crias têm muitas semelhanças entre si.
 



Nas duas obras, os vampiros são criaturas imortais que, depois de transformados, ganham poderes sobre-humanos. Super-força, agilidade excepcional, e uma aptidão especial para o galanteio. Também se alimentam exclusivamente de sangue, principalmente humano, e por isso têm que aprender a lidar com um instinto assassino que brota logo após o “renascimento”.

Mas nem tudo é igual nos monstros das duas escritoras. Veja alguns dos aspectos em que os vampiros de Anne Rice, mais clássicos e fiéis à lenda, se distanciam dos vistos nos livros de Meyer.

Vampiros de Anne Rice e de Stephenie Meyer (Foto: Divulgação/Arte G1)



VAMPIROS DE ANNE RICE

LUZ SOLAR: Basta um feixe de luz do sol para que a pele do vampiro frite como pururuca. Se a exposição for muito prolongada, com muita luz, torna-se fatal. Por isso, é conhecida como uma das principais armas contra essas criaturas.

HORA DO DESCANSO: Na obra da autora, eles realmente gostam de dormir em caixões. Isso por serem, literalmente, mortos-vivos.

TRANSFORMAÇÃO: Lestat transforma o jovem Louis num golpe rápido. Primeiro, suga sangue suficiente para deixá-lo a beira da morte. Depois, lhe serve uma pequena dose de seu próprio sangue, o que dá início à transformação – o processo é doloroso, mas em pouco tempo o “recém-nascido” está pronto.

FILHOS: Mortos-vivos não conseguem se reproduzir… Se um vampiro quiser ser pai ele pode, no máximo, transformar uma criança. Em “Entrevista com o vampiro”, isso acontece com a personagem Claudia, transformada por Lestat para que ela seja como uma filha para ele e Louis.


VAMPIROS DE STEPHENIE MEYER

LUZ SOLAR: No máximo, ajuda a ressaltar sua beleza. Quando exposta ao Sol, a pele se torna reluzente. Apesar de inofensiva, o problema é que ela revela sua verdadeira natureza e acaba com qualquer disfarce estudantil...

HORA DO DESCANSO: Por que descansar em sarcófagos quando você tem uma casa grande e legal no meio das árvores, com quarto bem organizado? Os Cullen aparecem quase como uma família, exceto pelo fato de não terem cama – já que eles nunca dormem.

TRANSFORMAÇÃO: O ingrediente para a transformação é um “veneno” vampírico. Ele é injetado durante a mordida, e percorre a corrente sanguínea até o coração da vítima. A mudança pode demorar muito tempo, e envolve um período de adaptação ao novo corpo.

FILHOS: Aqui o organismo vampiresco se aproxima mais ao humano. Tanto é que, durante a saga, um dos vampiros consegue ter um filho com uma humana. Pela via convencional...


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