Em Destaque #17 - Autores de livros para adolescentes provocam histeria na Bienal

domingo, setembro 04, 2011


Californiana Alyson Nöel, autora das séries 'Os Imortais' e 'Riley Bloom' (Intrínseca), falou ao ao site do Estadão.E a Cachola Literária compartilha na íntegra essa entrevista para quem curte essa escritora sensacional!


Californiana Alyson Nöel, autora das séries "Os Imortais" e "Riley Bloom"  - Divulgação

Na programação desta edição da Bienal, os adolescentes foram privilegiados. Ganharam para si o espaço Conexão Jovem, ao qual estão sendo levados autores best-sellers que falam a sua língua. Hoje à tarde, a cantora, atriz e agora escritora Hillary Duff provocou um corre-corre entre garotas que queriam vê-la de perto. O mesmo deve se repetir até o último dia da Bienal - na quarta, fala Thalita Rebouças, o principal nome do gênero no Brasil; no sábado que vem, Lauren Kate; no domingo, Eduardo Spohr.
Ontem, o dia foi da californiana Alyson Nöel, autora das séries "Os Imortais" e "Riley Bloom" (Intrínseca) . Pobre na infância, ela já vendeu 6 milhões de livros no mundo - é publicada em 50 países e traduzida para 37 línguas -, e seu nome está em todas as principais listas dos mais vendidos de seu país. Os direitos para adaptação ao cinema já foram comprados pelos mesmos realizadores da versão da saga "Crepúsculo".

No Brasil, foram 300 mil exemplares em menos de dois anos. Na Bienal, Alyson lançou "Infinito", que fecha a sequência de "Os Imortais". Fã de Paulo Coelho ("O Alquimista" é um de seus livros favoritos) e de Chico Xavier (a quem descobriu nas pesquisas para seus livros, que incluíram sessões de regressão a vidas passadas), a simpática escritora falou ao Estado assim que chegou - ainda sem saber o que a aguardava na feira do Riocentro, na qual foi recebida por muitos flashes e pedidos de autógrafos. Do Rio, ela segue em turnê de autógrafos por Brasília, Campinas, Curitiba, Salvador e São Paulo.


De onde vinha o sonho de conhecer o Brasil?
Sempre quis vir, e, depois de alguns dias aqui, posso dizer que superou minhas expectativas. As praias são lindas, as pessoas são muito simpáticas, a comida é incrível, não quero ir embora! Os fãs brasileiros são os mais empolgados no Facebook e no Twitter. Eu cresci ouvindo os discos de bossa nova dos meus pais, tenho muitas músicas no meu iPod. Sempre que ouço, volto no tempo de volta à infância!
Dá para se acostumar a ser um best-seller?
De jeito nenhum. Eu escrevi sete livros antes de "Para Sempre" (o primeiro de "Os Imortais") e eles foram bem, mas não como a série. Chegar às listas dos mais vendidos e ter esse público internacional é a realização de um sonho, mas não algo com o qual eu possa me acostumar. Ainda é surrealista. Eu ainda fico muito ansiosa a cada lançamento.
Já tinha imaginado que a literatura te levaria tão longe?
Eu era tão inocente em relação ao mercado editorial quando meu primeiro livro, "Faking 19", saiu, em 2005, que eu não pensava nada além de as pessoas poderem ver meu livro numa prateleira de livraria. Então eu sou muito grata por todas as viagens que eu pude fazer. Encontrar os leitores, os bibliotecários e os vendedores tem sido maravilhoso.
O que inspirou a série "Os Imortais"?
A maioria dos meus livros é inspirada na minha própria vida, e a série não foi diferente. Alguns anos atrás perdi três pessoas que eu amava em cinco meses e, pouco depois, eu quase perdi meu marido para a leucemia. Esse período de luto me fez pensar muito na vida e na morte, mortalidade e imortalidade, a jornada da alma, e como a gente ainda pode sentir uma conexão com os nossos entes queridos depois que eles morrem. Em busca de respostas, eu comecei a escrever "Para Sempre".
Como se sente dando um fim a ela?
Teve um lado amargo, outro doce. Eu poderia passar muito mais tempo com esses personagens, e eu provavelmente falei com eles mais do que com meu marido nesse período. Quando eu cheguei ao fim, me dei conta de que a gente não ia mais se encontrar todo dia. Não consegui deixar de ficar um pouco triste. Mas eu consegui enxertar Ever (a jovem que é personagem principal da série) no terceiro livro de "Riley Bloom", que foi muito legal de escrever. Ou seja, estou muito ocupada!

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