|Resenha| Ausência -Flavia Cristina Simonelli @NovoSeculo

sábado, julho 28, 2012



SINOPSE: O que é um homem sem memória? Um homem que não se reconhece mais em nenhum tempo, nenhum lugar, nenhum rosto?” Daniel é médico neuropsiquiatra e começa a tratar de Ervin de Apolinário, professor aposentado que apresenta uma doença degenerativa. Tudo estaria dentro da rotina do consultório, não fosse a doença de Alzheimer reavivar na memória de Daniel antigas dores, misturadas à paixão obcecada por Natasha, filha do paciente, provocando a desestruturação de seu casamento e a culpa por transpor seus limites éticos. Ausência é um romance que coloca ao leitor uma questão perturbadora: o que acontece quando a mente começa a apagar as lembranças que constituem a própria biografia? O desenvolvimento do Alzheimer e o dilema de Daniel são o fio condutor dessa trama permeada por relações complexas e questionamentos existenciais que levam a refletir sobre o dinamismo inesperado da vida.




Todos que acompanham a Cachola pelas redes sociais sabem o quanto esse livro foi almejado por mim. Tive que lidar com toda minha ansiedade até o seu lançamento. Felizmente, a tortura havia terminado. Recebi da querida Flavia o livro para ser resenhado pelo blog, e mais, autografo com todo carinho. Preciso dizer que me sinto honrada de ter essa oportunidade e poder compartilhá-la com vocês. Enfim, valeu à pena esperar. Ausência é um livro espetacular. Espero poder expressar a magnitude e perfeição de cada parágrafo.

Já havia lido e resenhado Paixão e Liberdade, outro livro de Flavia, mas Ausência conseguiu superar todas as minhas expectativas e ser ainda melhor que seu anterior, apesar de ambos tratarem de assuntos bem diferentes. O livro é tocante e sua narrativa é muito intensa. Ausência narra à história do professor de literatura Ervin e nos relata sua difícil convivência com o Alzheimer

Ervin era um professor universitário muito renomado e, apesar dos seus 73 anos de idade, não parava um só minuto. Ministrava aulas na universidade, assistia seus alunos em teses e projetos acadêmicos, ou seja, vivia uma vida bem atribulada. Só que Ervin, não poderia imaginar que sua vida estava prestes a mudar radicalmente. A doença dava vários sinais, só que diante de tanto trabalho, Ervin não admitia estar com problemas.

Pouco a pouco, Ervin ia perdendo a noção das coisas. Em suas palestras as palavras se esvaiam, o tremor nas mãos era frequente e seus movimentos se tornavam repetitivos. Apesar de todos esses sinais, ele preferia fingir que nada estava acontecendo e acreditava que era fruto do cansaço e de muitas horas de trabalho. Sua esposa Margarida estava sempre a lhe culpar, repreendendo suas atitudes com ofensas e lamentações. Ela dizia que provavelmente tudo aquilo era reflexo da idade, Ervin estava ficando caduco. Somente sua filha Natasha, psicóloga, separada e que voltara a conviver na casa de seus pais tolerava com paciência as crises de seu pai.

Imaginem a dor de Ervin. Durante anos da sua vida, sua mente fora seu acervo literário, tudo que considerava importante estava sendo pouco a pouco apagado de sua memória. Sua vida nunca mais seria a mesma. Todas as lembranças se dissipariam e pouco a pouco sua memória apagaria os melhores momentos de sua vida. 

Diante de tanto sofrimento, Margarida pede ajuda a Dr. Lamartine, amigo e médico da família. Ervin não aceitava a doença e persistia em não procurar ajuda. É por intermédio de Lamartine que Dr. Daniel entra na vida do professor. Dr. Daniel era neuropsiquiatra e também perdera sua avó materna para a mesma doença. Ele não estava pronto para lidar com a doença novamente. Ele precisaria vencer seus fantasmas, relembrar das dores e momentos difíceis que vivera ao lado de sua mãe enfrentando a doença da avó.Tudo era muito difícil para Daniel. Sua avó era sua referência e doía relembrar tudo que ambos sofreram com essa doença tão silenciosa e cruel.

Ao longo da narrativa, Flavia descreve minuciosamente os efeitos devastadores que o Alzheimer provoca e relata a dificuldade do paciente para enfrentar suas limitações. Os sintomas, as reações, todo o sofrimento é descrito cautelosamente e cada detalhe ressalta a pesquisa que, provavelmente tenha sido feita para compor o livro. Se não bastasse a dificuldade de Daniel ter que cuidar de Ervin ele também enfrentava problemas familiares que o perturbavam. 

Daniel era casado com Milene e tinha dois filhos. Ele dedicava-se muito aos seus pacientes e Milene cobrava constantemente atenção e dedicação à família. Diante de um casamento conturbado, tendo que superar o drama que vivera com sua avó, Daniel envolve-se cada vez mais com Ervin e toda a sua família. Nesse turbilhão de emoções e feridas mal cicatrizadas, o livro dá muitas reviravoltas e nos surpreende a cada parágrafo.

O livro é narrado em 3ª pessoa em sua maior parte. Em alguns momentos é Daniel que narra sua infância e tudo que sofreu com a doença de sua avó. As histórias se cruzam e se completam por causa do Alzheimer. O tema escolhido por Flavia é muito forte e impactante. O leitor sente-se naturalmente envolvido pela leitura. O livro em geral é um grande ensinamento para leitores leigos que desconhecem a doença e que nunca conviveram com tamanho sofrimento. A cada parágrafo nos envolvemos com o sofrimento de Ervin, o tormento de Daniel e de todos os envolvidos nessa história tão emocionante.

Após a leitura de “Ausência” podemos entender a dor das pessoas que enfrentam o Alzheimer. Outro ponto bem explorado pelo livro é o valor da família, de que maneira ela pode colaborar com o doente. Entre tantos dramas e questionamentos abordados no livro, destaco a importância do amor, da família e do autoperdão. 

Quem enfrenta a doença perde a noção do todo, mas a família deve manter-se firme apesar de tudo. É preciso se redimir da culpa, do remorso, da mágoa, do egoísmo e de tantos sentimentos ruins que nutrimos em nossa mente. Ela é responsável por guardar todo nosso acervo emocional e por esse motivo devemos viver a vida da melhor maneira possível e que possamos cuidar com carinho do nosso álbum de recordações: a nossa memória. Diante de uma doença degenerativa e cruel como o Alzheimer que possamos ficar atentos a tudo que registramos em nossa memória, seja uma lembrança boa ou ruim. Sem ela, somos como um álbum sem fotos.

A escrita de Flavia é impecável. É praticamente impossível não se emocionar com o drama explorado no livro. A diagramação e o trabalho gráfico da editora Novo Século estão deslumbrantes. A capa é muito linda e transmite a dor e o vazio da mente humana. O portador da doença está só e se sente como num quarto escuro, sem mobília e sem vida. Apesar da qualidade gráfica, novamente é preciso destacar os erros que costumeiramente encontramos nos livros da editora. Todos os livros que já li e resenhei da editora sempre apresentam os mesmos tipos de erros.

No caso de “Ausência” encontrei três palavras com problemas na grafia. Felizmente, isso não comprometeu o bom entendimento da história. Mas, volto a dizer: a Novo Século precisa urgentemente ouvir os seus leitores. A editora precisa estar atenta e resolver esse problema tão desagradável. No mais, o livro não deixa a desejar em nada. O papel utilizado é pólen, e por esse motivo, facilita bastante a leitura.

Ausência conta a história de um homem culto de 73 anos, literato e muito dedicado ao seu trabalho, e que perde o seu bem mais precioso: a sua identidade. Ervin sente-se mutilado sem sua memória e terá que aprender da maneira mais difícil a conviver com a solidão e o sofrimento da doença. O livro aborda diferentes formas de ausência: primeiramente, a ausência mental, o esquecimento, o vazio, a incerteza e a fragilidade. Em seguida, a física, com a perda dos sentidos e da coordenação motora. Por fim, a ausência da vida, essa a mais dolorosa de todas, pois o portador de Alzheimer está fisicamente vivo, mas mentalmente morto.

Gostaria de agradecer a Flavia pela oportunidade de ler e resenhar mais uma obra tão rica e prazerosa quanto à sua. Eu super indico a leitura do livro e parabenizo a autora pelo seu excelente trabalho. 

O livro foi marcado do início ao fim com post-it. Mas, selecionei os mais fortes entre tantos que me emocionaram:

“ A doença de Alzheimer é uma experiência devastadora.

Para o doente, a perda gradual da memória é o apagar do mais essencial que possuímos, do que nos define e nos diferencia, daquilo que faz de cada um de nós, humanos: nossa identidade.
Para o familiar, é a dor de um luto prolongado, pois, embora esteja vivo, aquele à nossa frente vai, pouco a pouco, deixando de ser quem um dia conhecemos e amamos.” (Prefácio,pág.07)

“[...]O mundo é apenas um recorte, foi o que disse aquele sábio professor de literatura. Não mais que um recorte delimitado numa moldura. Nunca havia pensado que suas esquadrias formavam um pequeno recorte da realidade, e que tudo o mais não podia ver. Riu de si mesmo. De súbito sentiu-se ridículo diante de sua pretensiosa onisciência de médico e de homem. Na verdade, seu conhecimento também tinha molduras e não passava de um recorte. Um recorte, apenas.” (Pág.69)

“_ Sabe o que é miséria humana, doutor?

Não. Não sabia. Jamais fora um miserável na vida. Era doutor, e... Ou sabia... Sabia qual era sua própria miséria? A mesma de toda a humanidade, talvez. Não, nada podia ser tão universal assim. Ervin, sim, era um filósofo. Queria que ele falasse. Queria que ele vivesse para lhe dar todas as respostas da vida.

_ A miséria humana, doutor, é a prova de que o homem está entregue à própria sorte.”(Pág.126)

“Um homem sem memória é um homem que se perdeu de si mesmo.” (Pág.277)


Gostaram? Então, não deixem de comentar! Pode rolar sorteio de um exemplar do livro. Conto com vocês.





FICHA TÉCNICA
Título: Ausência
Autora: Flavia Cristina Simonelli
Editora: Novo Século
ISBN: 978-85-7679-716-6
Formato: 23 x 16 cm
Páginas: 280
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SOBRE A AUTORA


Flavia Cristina Simonelli graduou-se em Letras e Administração pela Universidade de São Paulo. É escritora e aconselhadora biográfica, e tem seus textos publicados nos sites:


Siga @flaviasimonelli no twitter.



Gostaria de lembrá-los que a autora estará presente na Bienal de São Paulo. Quem puder comparecer e prestigiar, anote a data e horário na agenda. Confira o convite.


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23 comentários

  1. Olá querida...
    Bela resenha... Eu ainda não conhecia o livro, mas parece ser ótimo. Sua resenha me instigou a lê-lo. E essa capa é show, muito linda!


    Beijos, Lucas
    ESCONDIDOS NO LIVRO!

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  2. Oiii
    Adorei a resenha, parabéns
    Nunca tinha lido nada a respeito desse livro, mas a sua resenha me deixou com gostinho de quero mais...achei a capa meio "misteriosa", e muito chamativa.
    Quero muuuito ler esse livro.
    Bjs
    http://shakedepalavras.blogspot.com.br - tem promo lá no blog

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  3. Renata (do blog Escuta Essa)28 de julho de 2012 19:07

    Muito legal a sua resenha!
    Não conhecia o livro e achei o tema muito interessante.
    Ótima dica de leitura ;)

    ps: comenta?
    http://escutaessa.blogspot.com.br/2012/07/resenha-livro-o-diario-serial-de-igor.html


    BeijinhosRenata http://escutaessa.blogspot.com.brhttp://www.facebook.com/BlogEscutaEssa@blogescutaessa

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  4. Olá!
    Eu estou doida para ler esse livro, estava esperando muito para ler uma resenha e não me decepcionei, estou com mais vontade ainda. A avó do meu marido teve Alzheimer foram dez anos muito difíceis, nos últimos três ela não falou mais uma palavra. É uma doença muito triste...


    Amiga tem promoção nova lá no blog, sorteando uma almofada Harry Potter, sinta-se convidada. Bjosss
    http://enquantoescrevoumlivro.blogspot.com.br/

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  5. Alane S. A. Brito28 de julho de 2012 20:22

    Primeiramente, parabéns pela resenha! Simplesmente perfeita! Nos mostra muito bem a essência do livro, que parece ser bem interessante mesmo! E sobre a revisão da editora, infelizmente isso acontece, o que á muito chato, no meu, inclusive, já encontrei alguns... Dá uma dor no coração, mas tudo bem, agora é tarde.
    Muito sucesso para a autora e para o seu blog!
    Beijão!!!
    Alane S. A. Brito


    http://livrootrio.blogspot.com.br/

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  6. Olá!!Lindo demais ;D
    Vou querer lê-lo com certeza :D
    Sou o http://www.4youbooksmania.blogspot.com.br/ e o @4youbooks Ameii

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  7. Oi Amiga!
    Acho que é primeira vez quejo este livro e leio a resenha.
    Parece ser emocionante e que nos dá uma lição de vida. Fiquei com vontade de ler.
    Bjinhs
    http://diariodeincentivoaleitura.blogspot.com

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  8. Eu não estava muito animada para ler esse livro, mas sua resenha me deixou com mais vontde.
    Tenho uma tia que mora comigo e tem Alzheimer, só que ela não gosta de ninguém, ninguém gosta dela, ela não tem filhos/netos e o resto da família nunca lembrou que ela existia. Ela nunca criou laços com ninguém, então acho que isso de perder a memória para ela deve ser meio irrelevante, nunca deve nada ou ninguém para se lembrar.
    A gente aqui em casa cuida mais por caridade mesmo, pq tem horas que é insuportável aguentar as coisas que ela apronta. Mas ela apronta pq sempre foi uma pessoa difícil de lidar, não por causa da doença.
    Então eu tenho uma visão da doença completamente diferente.
    Bjuxxxx


    www.polypop.net

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  9. Como parecerista, tive o privilégio de fazer leituras críticas de todos os romances anteriores de Flavia Cristina Simonelli e, como você mesma atestou, também concordo que ela vem crescendo como escritora. Seu domínio narrativo, seus personagens estão cada vez mais apurados, ganhando consistência e nuances.
    Zilda, sua resenha está excelente, tendo captado a essência do drama dos personagens; além de eu concordar com você com relação aos cuidados que a editora Novo Século deve ter na diagramação/revisão de seus livros.
    Outro trecho que destaco, entre vários é este:
    "Cada um tem o seu momento. O seu tempo. Pode ser um minuto, pode ser uma vida inteira. Despertar é um processo, e o que enriquece a vida é justamente o durante. O lugar a que se chega é apenas consequência do caminho feito."
    Beijos!

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  10. blogpapeldeumlivro29 de julho de 2012 00:16

    Eita, provavelmente será um livro que vai me tocar no lado emocional. Vou me "preparar" e estudar o assunto que é tratado no mesmo para iniciar uma leitura... Adorei a resenha Zi, sua diva! Sempre muito boa nas resenha *-* Sucesso SEMPRE, precisando só chamar, beeijão :*


    Ewerton Lenildo - @Papeldeumlivro - papeldeumlivro.blogspot.com

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  11. Conheci a Flávia há pouco tempo. Estou lendo Paixão e Liberdade e adorando.
    A Flavia é um doce, muito atenciosa!!! Uma pessoa iluminada!

    Já estou querendo ler Ausência, ainda mais agora.
    Vou descer o nível agora e dizer: CARACAAAA, rsrs Sua resenha tá show! Acho que você gostou mesmo do livro!!
    Um assunto chocante, mas importante sempre!

    Amei

    Bjkas

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  12. Oi,


    já tinha ouvido falar desse livro e sou louca para lê-lo. Adoro livros que abordam temas não tanto explorados pela literatura.


    Amei sua resenha Zilda! Tomara que role sorteio do livro!


    Bjs

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  13. Oi,

    tem selinho/meme para você lá no blog:

    http://mademoisellelovebooks.blogspot.com.br/2012/07/selinhos-e-memes.html

    Espero que goste!

    Bjs

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  14. Não tinha ouvido falar do livro ainda, mas me pareceu emocionante. O mal de Alzheimer é uma doença tão devastadora e eu ainda não li nenhum livro de ficção que retrate esse drama, o título é totalmente apropriado.

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  15. GiselaMenicucciBortoloso29 de julho de 2012 15:46

    o Livro realmente parece ser muito bom, daqueles queenriquecem o leitor. Eu não tenho ninguém em minha família com esta doença, mas acredito ser muito triste. Parabéns pela resenha.
    um abraço
    Gisela - ler para divertir

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  16. Gostei da resenha e me interessei pelo livro.

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  17. Oi Zilda!

    Nossa! A história deve ser maravilhosa e tocante!

    Realmente, essa doença é muito triste!

    Parabéns a Flavia, por mais esse belissimo trabalho!

    Bjs!

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  18. Vemos muitas famílias tendo seus entes queridos completamente adormecidos por causa do esquecimento das lembranças. É mesmo muito triste, mas é fato comum nos dias de hoje. Gostei do assunto do livro, trata de um assunto sério onde o maior apoio é o amor incondicional da família.

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  19. Ainda não conheço nenhuma das obras da autora, e um livro com esse tema deixou-me curiosa, afinal estava comentando com uma amiga, que quem não passou por isso, não deve ter ideia do sofrimento que é. Pois pessoas como eu que só viram essa doença retratadas em filmes ou relatos de outras pessoas, não saberão o que foi sentir na pele esses momentos. Espero não ter que passar por eles com ninguém que eu ame. Mas admito que ter um entendimento maior e sentimental através de um personagem pode preparar muitas pessoas para o inesperado. Adorei a resenha...beijoaks elis
    http://amagiareal.blogspot.com/

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  20. Larissinha Parente30 de julho de 2012 10:00

    A leitura parece ser intrigante. Me interessei pela história. :)

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  21. Uma resenha bem completa, parabéns!
    Li Paixão e Liberdade e simplesmente adorei, se tornou um favorito. Desde então venho quereno ler outro livro desta autora que me encantou com sua escrita e esse parece que será o próximo. Realmente esse livro parece que pode enriquecer qualquer leitor que se disponha a lê-lo e eu particularmente gosto muito de livros assim.
    Vou marcá-lo para futura leitura.

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  22. Oii Zilda, gosto muito das suas resenhas porque elas são bem escritas e completas, da para o leitor saber exatamente se o livro é bom ou não. No caso desse eu achei bem interessante, começando pela capa que é muito bonita. Me surpreendi com o enredo que ficou muito bacana, esse tema é pouco explorado, e com isso o livro deve ter ficado muito rico e prazeroso de ler, típica leitura onde aprendemos muito com a obra.


    Abraços
    http://entrepaginasdelivros.blogspot.com.br/

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  23. Simplesmente perfeita a resenha como todas as outras que você faz.

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