Amazon e Google começam a vender e-books no Brasil

quinta-feira, dezembro 06, 2012

A quinta-feira marca a chegada de dois gigantes ao País. Às 0h, entrou no ar a loja de e-books da Amazon, e a Google Play começou a venda de livros e filmes no Brasil. Até então, o serviço da gigante de buscas vendia para usuários brasileiros apenas aplicativos Android.






O catálogo de ambos traz preços em reais. Na Play, quem tem uma conta Google pode fazer o pagamento pelo cartão de crédito associado, como já fazia com os apps para Android. Na Amazon, é preciso criar uma conta – ainda não está claro se quem já possui uma poderá transferi-la para a loja brasileira.

Os e-books da Play podem ser lidos em smartphones, tablets, computador e leitores digitais compatíveis (e-readers). Em dispositivos Android, basta baixar um aplicativo. Alguns preços, no entanto, ainda não são competitivos com obras em papel – é bom pesquisar e comparar com outras livrarias.

Já os da Amazon são exclusivos para o Kindle, o leitor eletrônico da empresa. O dispositivo começa a ser vendido no País nas próximas semanas por 300 reais. No entanto, há apps para leitura em aparelhos iOs, Android, PC e Mac. A empresa americana já tem acordos as principais editoras brasileiras, como a Companhia das Letras, a Intrínseca (dona do hit “Cinquenta Tons de Cinza”, e a DLD (Distribuidora de Livros Digitais), onde estão Record, LP&M e Planeta, entre outras.




A Amazon tem planos de vender também produtos físicos, mas ainda não há previsão de quando a operação completa irá começar no Brasil.

O aluguel de filmes na Play custa de 4 a 8 reais – alguns não permitem a compra, como o blockbuster Vingadores. A navegação é algo confusa, e ao todo, o catálogo ainda tem pouco mais de 100 obras.

Além disso, não é possível saber se a resolução de um determinado título é HD (720p). No caso de uma locação o usuário tem 30 dias para começar a assistir o filme – e 24 horas para terminar. Os filmes tem legendas em português.


KOBO OU KINDLE?

Apesar das falhas, o Kobo Touch é um bom e-reader e, no Brasil, tem apenas um concorrente.

Mas é um concorrente e tanto: o Kindle, que começou a ser anunciado nesta quinta-feira (6) no site brasileiro da Amazon . As vendas começam "nas próximas semanas" com o "preço sugerido" (termo curioso --ou o e-reader não será vendido pela própria loja?) de R$ 299.

O modelo anunciado no Brasil é o mais básico, que leva apenas o nome Kindle e não tem tela sensível ao toque --recurso presente no Kobo Touch, vendido pela Livraria Cultura por R$ 399.

Mais do que detalhes técnicos, porém, o que deve guiar a escolha do seu e-reader é o catálogo de obras disponível para ele.

Escolher um e-reader é, também, escolher uma provedora de conteúdo. Nos EUA, por exemplo, quem é cliente ou prefere o catálogo da Barnes & Noble tem o Nook como a melhor opção; os fãs da Amazon devem escolher o Kindle. Talvez a maior desvantagem do Kobo nos EUA, aliás, seja exatamente o seu catálogo, que é bem menor do que o dessas duas.

E no Brasil, é melhor comprar um Kindle ou um Kobo?

A maioria dos potenciais compradores de e-reader no Brasil provavelmente deseja ler principalmente livros editados no país. E é para essa massa que a escolha é mais complicada, pois o nosso mercado de e-books ainda é bastante imaturo. Muitas obras ainda não ganharam formato eletrônico, poucas livrarias têm uma plataforma digital decente, e é difícil prever o que acontecerá no futuro próximo. As editoras apostarão mesmo nos e-books? Elas favorecerão algum formato? Como vai se desenvolver a relação delas com as lojas e os consumidores? Haverá outra loja forte além da Amazon e da Cultura? Isso tudo, entre outras coisas, pode fazer com que você se arrependa de ter um comprado um determinado e-reader. Ou dar-lhe a certeza de que fez um bom negócio.

Com isso, o melhor é esperar até porque modelos melhores não devem demorar muito para chegar ao país.













































Para quem não pode esperar e quer comprar já, listo três quesitos que podem ajudar na escolha:

1) Catálogo em português. A maioria das lojas brasileiras que vendem e-books trabalha com o EPUB, formato compatível com o Kobo e incompatível com o Kindle. A Amazon vende livros apenas para o Kindle. Procure descobrir qual catálogo é o melhor --o resultado poderá depender das preferências literárias de cada um. Quem gostar mais do da Amazon deverá escolher o Kindle; quem preferir o das lojas que trabalham com EPUB (Cultura, Saraiva etc.) deverá optar pelo Kobo.

2) Catálogo em outras línguas. Quem quiser ler bastante em inglês deve escolher o Kindle, pois o catálogo da Amazon é seguramente superior ao da Cultura nesse idioma. Para ler em outras línguas, o processo de escolha é mais complicado e pode variar com o país e o idioma. Em alguns, o catálogo da Amazon será superior --ponto para o Kindle. Em outros, pode haver ausência da Amazon ou presença de rivais à altura da gigante norte-americana --ponto para o Kobo, se esses rivais venderem livros no formato EPUB.

3) Características técnicas. O Kobo leva vantagem em pelo menos dois quesitos: o aparelho em si --que tem tela sensível ao toque, leitor de cartão microSD e mais opções de ajuste de leitura-- e, mais importante, o suporte ao EPUB.

A Amazon usa formatos proprietários de e-book, o que "tranca" o usuário. Basicamente, livros para o Kindle só podem ser comprados na própria Amazon e lidos com os e-readers e os aplicativos da própria Amazon --estes, por sua vez, não oferecem suporte ao popular formato EPUB.

Ao usar o EPUB como padrão, o Kobo oferece mais liberdade. Livros em EPUB podem ser comprados em diversas lojas e lidos com e-readers e aplicativos de várias empresas.

Uma vantagem do Kindle sobre o Kobo é o melhor suporte a arquivos em PDF, mas tablets são mais adequados para ler conteúdo nesse formato.

Por fim, quem já tem títulos nos mais diferentes formatos e não quer comprar mais de um e-reader pode lê-los com aplicativos para celular, tablet ou computador, mas sem o conforto da tela de papel eletrônico.

FUTURO

A Livraria Cultura planeja lançar mais três aparelhos com a marca Kobo no primeiro trimestre do ano que vem: o tablet Arc e os e-readers Mini e Glo. Se você puder esperar até lá, os dois últimos podem ser opções melhores do que o Touch.

O Mini parece ser um bom aparelho para quem quiser um modelo mais compacto, e o Glo, com iluminação embutida e tela com melhor resolução (758 x 1.024 pontos), é uma evolução do Touch --superior a ele em praticamente todos os aspectos.

Nos EUA, a Amazon vende outros modelos de Kindle --os e-readers Paperwhite e Keyboard e o tablet Fire.

Lançado em 2010, o Keyboard é o Kindle mais antigo ainda à venda. Sem tela sensível ao toque, tem um teclado físico especialmente útil para fazer anotações.

O Kindle Paperwhite é o e-reader topo de linha da Amazon. Assim como o Kobo Glo, tem tela de alta resolução sensível ao toque e iluminação embutida.

A Amazon não informa se e quando esses modelos chegarão ao Brasil.


O que podemos perceber inicialmente é uma grande euforia por parte dos leitores. O site da Amazon no Brasil ainda não possui preços convidativos, já que existem muitos livros físicos até mais baratos que os encontrados na página do site. Até o momento, o grande atrativo é realmente o preço do Kindle, que fora estrategicamente lançado com o preço mais barato que o Kobo, comercializado pela Livraria Cultura. 

Esperamos que a partir de agora os preços dos e-books sejam mais atraentes porque de qualquer maneira, a concorrência só beneficiará os leitores.




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2 comentários

  1. Oie!!
    Tenho que dar minha humilde opinião, que e-book por 24,90 acho caro. Não compraria, até pq gosto muito de livro impresso e convenhamos que deve ser mais barato pra eles e-book, então o preço não deveria nem chegar perto... Uma amiga tava me contando que 50 tons ta pra vender por 3 libras na Inglaterra. Aqui tudo é tão caro neh... Bjocas!!

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  2. Só vc pra fazer um post assim tão completo, né lindona?! Está muito bom e essa novidade foi um senhor presente de Natal, já que o Clube de Autores entrou no Google Play, estou muito feliz. Essa integração ainda está com alguns bugs, mas o meu filhote já tá lá... hehe E concordo com a Fê Falleiro, os e-books no Brasil são caros, mas os autores ganham muuuuuuuuuito pouco tanto no e-book, quanto no impresso... enfim, a novidade é excelente, mesmo, mas temos muuuuuuuuuuuuito pra caminhar ainda no mercado literário em nosso país. Parabéns pelo post!
    Beijo, beijo!
    She

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