Autor de “A cabana” lança novo livro e mira na espiritualidade do leitor brasileiro

segunda-feira, janeiro 14, 2013

Não é Paulo Coelho, tampouco J. K. Rowling. É sim William P. Young (“Quem?” é a pergunta que muitos podem se fazer) o autor do segundo livro mais vendido no país nos últimos 10 anos. Seu A cabana vendeu, desde 2008, 3,5 milhões de exemplares (são 18 milhões em todo o mundo). 



Young perde somente para Ágape, do Padre Marcelo Rossi (8 milhões). História de superação com lances surreais (depois de perder a filha caçula, brutalmente assassinada, homem se encontra com Deus, uma robusta mulher negra, exímia cozinheira), A cabana dá lugar para A travessia.

Com grandes pretensões comerciais (a tiragem inicial encomendada pela Editora Arqueiro foi de 300 mil exemplares), A travessia segue a trilha do livro anterior. Milionário egocêntrico entra em coma depois de sofrer derrame. Ao despertar, se vê ao lado de uma mulher idosa (chamada Vovó, ela é na verdade o Espírito Santo) e de um homem de vestimentas rústicas (Jesus). Os dois lhe dão uma segunda chance: ele poderá voltar à existência terrena para reexaminar a própria vida e tentar buscar a redenção.

Casado, pai de seis filhos, Young, filho de missionários criado em tribo indígena, admite similaridades entre os dois livros. “Quem tiver lido A cabana e for ler A travessia vai sorrir em algumas partes ao descobrir que brinco com coisas do livro anterior. Mas são histórias totalmente diferentes, do mesmo gênero, mesmo que ninguém saiba bem definir o que é”, afirma.

Três perguntas para…

William P. Young
escritor

Como encarou a missão de escrever um novo livro depois de 18 milhões de exemplares vendidos do primeiro?
Escrevi a minha vida inteira, só que achei que ninguém iria se importar. Escrever sempre foi um ato para minha família e amigos. Essa questão nunca mudou, a não ser que agora sou um autor publicado. Para mim, escrever está muito próximo de uma gravidez. Você planta uma semente que começa a crescer, passa a incomodá-lo… Você pode tentar ignorar, já que ela o faz sentir mal toda manhã. ComA travessia isso levou quatro meses. Entregar foi mais difícil, já que com esse tempo um bebê também não está pronto para vir ao mundo. O processo de entregar o livro, passar pelos editores, foi maior. Agora, depois dos números que A cabana fez, seria bobo criar expectativas para A travessia. Aprendi a viver sem expectativas. Tudo o que vier será um presente.

Você não acha incrível que A cabana seja o segundo livro mais vendido no Brasil nos últimos 10 anos?
Claro. Acredito que os brasileiros sejam muito sensíveis às questões espirituais e que estejam abertos para as mudanças. Sabia que o livro iria bem no país, mas me surpreendeu o impacto que ele teve. Depois da edição em inglês, que é falado em muitos países, a edição mais vendida de A cabana é justamente em português, aquela que saiu no Brasil. E ser o número dois num país em que o número um é um livro sobre o amor de Deus é uma grande honra.

Você liga para as críticas negativas?
De maneira alguma, elas não me incomodam. Sei muito bem quem sou, e às vezes, outros, que não me conhecem, acabam inventando coisas. E a partir de opiniões negativas, essas pessoas acabam se revelando. Acho que A travessia é um livro mais bem escrito do que A cabana. Mas não há como comparar dois filhos, não é?

Fonte por Mariana Peixoto

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6 comentários

  1. Oie,
    Que fofa a reportagem, que pessoa querida! Eu nuca li este livro, apesar de ter tido muitas oportunidades, não sou lá muito religiosa, apesar de que estou quase lendo o livro do Padre Marcelo pra saber o que acontece, pq vendeu tanto.
    Bjosss

    http://enquantoescrevoumlivro.blogspot.com.br/

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  2. Que legal que ele lançou outro livro, adoro a cabana.

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  3. Gostei de conhecer um pouco mais sobre o William P. Young Zilda. Já li A Cabana e curti bastante. Fiquei curiosa quanto A Travessia. Beijo!

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  4. Poxa, que legal!! Tô afim de ler 'A cabana'. O problema é que querol ler o livro "tocando nele" (leio muito em ebook) Meu tio comprou e ~vou bater nele~nem abriu. Nem leu. Nem tirou da embalagem. Quero viajar e ler, com calma *e quem sabe roubar o livro dele, hehe*
    Agora fiquei com vontade de ler esse novo, já vai pra minha wishilist literária ~que não para de crescer

    Bejs
    www.penseicliquei.blogspot.com

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  5. Muito legal, ainda não A Cabana, mas já ouvir coisas muito boas a respeito e não deve ser diferente agora, né. 

    Tem promoção no blog, participe!http://fernandabizerra.blogspot.com.br/Beijokas! 

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  6. Bem eu li A Cabana e ameiii...sabemos que esse estilo de livro é aquele em que ou você ama ou você é totalmente contra....creio que esse foi o único autor que eu, minha mãe e meu irmão lemos um depois do outro. Pensando em obtê-lo para ver se nós 3 iremos ler novamente. Beijoaks elis

    http://amagiareal.blogspot.com.br/

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