Depressão - um papo sério e sem preconceitos

sexta-feira, agosto 08, 2014

O papo de hoje é sério, meio brabo, porém estritamente necessário. Quem acompanha o blog pode notar a minha ausência seja nas postagens das resenhas, na formulação de promoções independentes, ou até mesmo num simples divulgação ou release das editoras. 
O fato é que para tudo isso há uma explicação e, infelizmente, ela não é tão agradável quanto eu gostaria.


Faz tempo que gostaria de dividir com vocês, meus leitores queridos e amados, mas as circunstâncias em si não permitiram que eu viesse a público para falar do meu “problema”. Provavelmente, vocês devam estar se perguntando o porquê de eu ter decidido falar a respeito somente agora sobre a minha situação. Bem, primeiramente porque eu acho que não é justo com vocês que eu não atualize o blog com regularidade e , que se caso isso seja feito, que seja com qualidade e comprometimento, procurando sempre compartilhar a minha opinião seja através das resenhas ou a respeito de qualquer outro assunto que esteja relacionado ao conteúdo proposto pelo blog.

Se por um acaso você tem um minutinho da sua atenção leia minha breve biografia: Sou a filha mais velha de três irmãos, sou casada  com um homem maravilhoso que nem peçam de joelhos eu não passarei a sua ficha completa ( porque sabe como é?! A coisa anda feia e cada uma que dê seu jeito para segurar o que é seu! Sou mãe de uma linda menina chamada Samara de 7 anos de idade, linda, linda, linda... Quem acompanha meus perfis pessoais sabe como sou mãe babona e passo o tempo todo divulgando o meu amor incondicional por ela. Quem é mãe, pai ou pãe sabe do que eu estou falando. 


Então, a vida segue adiante cheia de pedras no caminho para que possamos ultrapassá-las, percalços, perdas e tantas outras dificuldades que nos são impostas. É a partir daí que muitos se perdem ou se deixem se perder, seja lá por qual for o motivo. 
O meu foi a falta de força, determinação, perseverança, até resultar numa crise já tão conhecida por muitos possivelmente: a síndrome do pânico, logo em seguida tantos outros sintomas ligados à depressão. E isso não aconteceu assim, meio que do dia pra noite. Um dia eu era uma pessoa alegre, ativa, trabalhava, tinha uma rede de relacionamentos até que um dia tudo simplesmente mudou. Foi nesse momento que o blog surgiu na minha vida. 

Tudo na minha vida havia perdido o sentido. Após 3 meses deitada sobre uma cama sem falar completamente, sem andar e sem enxergar perfeitamente, com muita força e fé consegui superar esse momento tão difícil. Foi o momento que eu precisei me redescobrir, reaprender a falar, a me relacionar com as pessoas, ou seja, tudo aquilo que normalmente fazemos para que possamos nos recuperar. No meio de tudo isso eu tinha que me lembrar o tempo todo da minha filha que tinha apenas quatro anos de vida e nem entendia direito o motivo da mãe não poder interagir com ela direito.  

A segurança e o apoio que meu marido e minha mãe me deram foram cruciais para que eu pudesse realmente me recuperar. E, Deus, claro sempre presente me amparando.
Após conseguir recuperar minha visão a primeira coisa que me veio à mente foi escrever. E naquele momento eu tinha tudo que eu precisava a minha disposição para começar um novo projeto. Uma estante repleta de livros, dos mais variados gêneros, agendas velhas ( que eu coleciono e faço anotações) essa mania estanha eu conto pra vocês em outro momento, juro!) e muita vontade de compartilhar meus sentimentos.


No começo o blog começou de um jeito meio desajeitado aonde eu apenas compartilhava pensamentos avulsos e citações dos meus autores favoritos: Luis Fernando Verissimo, Martha Medeiros, Clarice Lispector, Caio F. Abreu, Florbela Espanca e, tantos outros que não caberiam neste espaço. Com o decorrer do tempo passei a me dedicar a ler os livros que  colecionava e eram torturadas pela poeira constante devido ao esquecimento.

Por esse, motivo decidi criar a Cachola Literária que, hoje é meu maior prazer. É o fôlego que encontro quando me falta forças para respirar, é o meio de dizer ao mundo que sou alguém, que não sou nerd, cool, ou nada do gênero. Não gosto de rótulos ( a não ser dos produtos da Starbucks..rs) Tive vontade de compartilhar minha opinião através das minhas leituras e, com isso, nasceu uma "falsa metida a crítica literária" como sou rotulada por muitos. Esse é o grande problema de se expor, mas nem Cristo coitado, agradou a todos! Imagina uma mera mortal como eu? Fora isso, sou muito normal. Sempre tive tendência a me depreciar, achar que sou gordinha, tenho cara de Trakinas, que meu peito ainda vai me passar vergonha na rua, tipo andando tranquilamente, até que de tão exageradamente pesados me levarão a uma queda, possivelmente muito constrangedora. Meu cabelo era cacheado, daqueles que ficava lindo armado #SQN. Por isso, depois de muito Neutrox (tempos difíceis para que se mantivesse um cabelo domado), por fim, decidi alisá-lo. 

Estou a onze anos sofrendo compulsivamente para mantê-los arrumados, até que...resolvi ser loira. Nessa que a depressão atacou de vez fui até o banheiro e peguei aquelas tesouras de jardinagem e disse ao meu marido:
_ Eu não aguento mais! Ou você me paga um corte de rica, loira e diva ou eu passo a tesoura e podo tudo!
Meu marido coitado, no desespero, pegou a tesoura, guardou num lugar seguro e me levou no dia seguinte para a transformação. Resultado: Senti-me linda, postei e ostentei o resultado nas redes sócias e tudo o que tinha direito, sai pra jantar num restaurante japa que eu amo na minha cidade e por fim, no dia seguinte chorei de ódio! Por quê? A conta do cabeleireiro foi tão cara que me impediu que eu frequentasse o mesmo restaurante por pelo menos três meses. Olha que dureza!” Quanta burrice! Por essas e outras que dizem que as loiras são burras..rs

Depois de tanta baboseira, eu gostaria dizer a todos o quanto tem difícil se manter lúcida diante de tantos remédios. Abandonei sonhos, larguei a academia, relaxei na dieta, e tenho feito tudo o contrário. Não consigo ler com muita frequência devida  visão turva resultado da própria medicação, mas gostaria de dizer que estou tentando.


Seria muito mais fácil fazer um vídeo, eu sei talvez lhes pouparia de ter de ler tanto, mas como eu disse, anteriormente é ainda muito difícil pra eu falar a respeito, compartilhar a minha dor, ainda que eu saiba que existam muitas pessoas que passam pelos mesmos problemas. Mas falar em público ou na frente de uma câmera na tela do computador é a morte. É sério! Eu “tenho a voz muito fina, gaguejo porque fico nervosa e falo “né” mil e quinhentas vezes”. Olha que tortura seria assistir a isso.

Eu só decidi tomar essa decisão após assistir um vídeo Por que o blog é minha terapias?(assistam!) da Jeh Asato na qual ela fala do transtorno dela e o quanto é difícil lidar com ele, mas em contrapartida ela me ajudou a acreditar que eu possa fazer algo para mudar e conviver com esta situação. 


Não vim aqui para pedir dinheiro pra ninguém, fiquem tranquilos, por enquanto, a coisa ainda não chegou a esse ponto. A única coisa que lhes peço é paciência. Sei que tenho milhares de resenhas para postar, de editoras e parceiros e que todos esperam que eu cumpra com o meu compromisso. E, obviamente que não faltarei com nenhum deles.

Tudo na verdade é difícil porque morro de vontade de ir a alguns eventos que acontecem na cidade, mas o temor, a vergonha, a timidez, o nervosismo, as mãos suam frio, ou seja, a síndrome ataca sem dó nem piedade. E o que me resta é discutir online as experiências alheias. Fora isso eu espero que possamos  trocar ideias e formular projetos por muito tempo porque apesar de tudo, não me passa pela cabeça acabar com o blog. Vocês, leitores, são o motivo pelo qual ainda me mantenho firme, bem aqui do outro lado da tela, escrevendo coisas legais, em outros momentos nem tão relevantes assim.

O negócio é admitir a doença, compreendê-la e se tratar, e isso eu já venho fazendo. Por esse motivo decidi compartilhar com vocês essa agonia que não cabe dentro do peito, só quem vive sabe do que eu estou falando.
Espero continuar postando, tentando inovar com outras postagens, textos mais autorais, dicas de coisas interessantes, mas nada que fuja completamente do foco principal do blog: a literatura.


Que possamos trocar muitas risadas ainda juntos e que possamos lembrar-nos disso somente quando eu atingir os 103 anos porque a minha fé e intuição me dizem que eu consigo chegar até lá. Obviamente deixando as coxinhas e brigadeiros de lado e caindo dentro do Whey Protein. Mentira, gente! Tudo é equilíbrio na vida. Eu  adoro os quitutes das festinhas de crianças.
Com as coisas caminhando como devem ser lutando bravamente para vencer a tal dessa “mardita” doença do século que só serve mesmo é para enriquecer as indústrias farmacêuticas a gente vai levando tudo na boa, como Deus permitir.

Nada de chororô, pelo amor de Deus, vamos deixar isso pra Nicholas Sparks, Maurício Gomyde e companhia porque o sofrimento nos livros é algo muito mais prazeroso, inebriante. A gente sofre porque é sem vergonha mesmo, gosta de se apaixonar pelo mocinho, chora quando o anti-herói decepciona e abandona a mocinha mesmo sabendo que no final tudo vai ficar bem. 

Na vida real a gente reza e torce pra que tudo seja tão bonito quanto nas páginas de um romance, é ou não é? Mas também tem momentos que dá vontade de sair por aí dando um de Walking Dead e comendo a cabeça de todo mundo. É aí que mora a graça da coisa: a gente faz da nossa vida o que a gente quiser. Sonhar é permitido a todos, mas quem é um leitor(a) apaixonado sabe que de todas as histórias lidas, todas podem ser aproveitadas e vividas de alguma maneira. Eu ainda não consigo caminhar sozinha, mas a fé me permite que eu cheque até aonde eu quiser. Disso eu tenho certeza. No momento estou lendo um livro bem propício para o momento: “Como ter uma vida normal sendo louca, das autoras Camila Fremder e Ana Rosa”. É ou não é uma boa pedida? hahaha
É isso ai, pessoal! Vida que segue! Até para falar sobre algo tão difícil há de considerar que devemos levar a vida com o humor pois é a maneira mais fácil de encarar tais problemas. Me dê algumas folhas em branco e atenção que pelo menos algumas risadas sairão disso aí.


Beijitos no core de cada um que leu este artigo enfadonho até o final. Vocês são demais!

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12 comentários

  1. A bastante tempo eu leio seu blog e admito que não sou muito de comentar , mas admiro seu trabalho. Eu não imaginava que você passava por problemas assim. Desde pequena eu tenho uma depressão leve que vai e vem, mas meu pai nunca quis me levar ao médico, pois dizia que era coisa de doido,minha mãe nunca ligou nem meus parentes. Sempre fui muito timida e quieta,agora com 17 anos eu passei por umas coisas bem ruins na vida como bullying e outras coisas que foram me deixando cada vez pior. Mas de uns tempos pra cá eu estou pensando seriamente em procurar um psicólogo pra tentar melhorar de vez. Hoje eu comecei a namorar a 8 meses e ele tem me ajudado bastante nessa questão e me incentiva bastante. A sua postagem até me fez pensar mais nisso. Espero que você consiga vencer mais esse obstáculo na sua vida,pois pelo que eu vi pessoas pra te ajudar não faltam. Sua filha é realmente uma graça. Espero mesmo que vc fique bem pra compartilhar o seu talento conosco.

    P de Paranoia

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  2. Minha querida, eu sigo teu blog e nunca posto NADA, mas dessa vez é diferente, não posso fingir que não li e que não me comoveu nem que passou despercebido.
    Também mantenho meu blog modestíssimo, porque é fruto de um momento difícil que passei.
    Não tenho fórmulas mágicas para te dar, embora adoraria ter.
    O que posso te dizer que esse desabafo, e assumir, sair do armário e se mostrar para a vida, com certeza vai ser um marco.
    Tu não é responsável por estar doente e precisando de tratamento, tu só é responsável por fazer o tratamento.
    Tenha MUITA paciência,amor e respeito por ti mesma e deixe a vida fluir do jeitinho que tem que ser...aceite cada dia e viva seja triste seja alegre, simplesmente viva sem cobranças e culpas. Já é um caminho.
    Um detalhe: precisa de ajuda profissional. A coisa é séria. Terapia é um $$$$ mais bem investido que existe, desde que chegue lá e abra o verbo.
    Mil beijos

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  3. Oi Zilda!
    Acompanho o Cachola já tem muito tempo e mesmo não comentando muito admiro demais o trabalho que você faz. Nunca imaginei que você passasse por uma situação tão difícil, e lendo esse post, percebi que não poderia deixar escrever alguma coisa para você.
    Sei que na maior parte do tempo a gente tem vontade de desistir de tudo e se render, que é muito mais fácil do que lutar diariamente pela melhora. Mas acredite, existem tantas coisas lindas que nos esperam lá fora! Te escrevo por experiência própria: também já estive a um passo de jogar tudo para o alto, mas meu marido, minha família e meu blog me ajudaram querer continuar. Me dedicar ao Quem Lê e às leituras me proporcionou um refúgio e um consolo para os momentos difíceis e hoje me sinto bem mais forte.
    Você fez muito bem em escrever sobre o assunto, vai ver quantas pessoas passam pelos mesmos problemas e vai encontrar muito apoio. Tenha certeza que já tem o meu!
    Muita força minha querida, confie que o melhor ainda está por vir!
    B-jusssss!

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  4. Também passei por isso, depressão é muito grave e limita a pessoa em TUDO, até em tomar banho, faltam forças, é algo que suga a sua vida. Melhorei muito com medicamento+academia, sai do fundo do poço. Hoje estou bem, vez ou outra ainda tenho fadiga, mas to lutando pra voltar a ser o que era antes da depressão;

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  5. Não sou muito de comentar por aqui mas acompanho a muito tempo o blog... Nossa querida é muito legal compartilhar um assunto assim pois ajuda as pessoas mostrando que isso não acontece só com a gente, também tenho altos e baixos mas tento sempre lutar contra isso, vou colocando metas por dia e tento viver um dia de cada vez, e cada um deles é uma vitória a ser comemorada.... falar que é fácil não é mas temos sim que procurar coisas que nos dão prazer e nos mantém em contato com pessoas que nos deixem ainda mais estimuladas a lutar sempre.... Vamos que vamos.... viver um dia de cada vez.... Bjus no coração linda

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  6. Parabéns pela coragem de compartilhar. Que Deus te abençoe! Abs.

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  7. Esse é um problema que afeta muitas famílias pelo Brasil e compartilhar sua dor já é um grande passo.
    Parabéns pela coragem, mas continua a seguir firme e forte nessa batalha, porque a gente adora seus comentários de "metida a crítica literária" (rsrsrsrsrsrs).
    Muita fé é importante, além é claro do apoio incondicional daqueles que nos amam e que entendem a dureza e o amargo que é a depressão.
    Fica firme, fica forte, fica com fé e se tudo der errado, sorria e aprenda, porque se erramos hoje, amanhã a gente acerta. Bjos... Fica com Deus
    "Ao dividir a dor, a força veio em dobro" (Anônimo).

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  8. Oi Zilda,
    Obrigada por dividir mais um pedaço da sua vida com a gente, afinal se não fala, não saberíamos. Desejo sempre o melhor para você, desejo alegrias e risadas. Momentos doidos e de gargalhadas. No que entendo sobre a depressão, sinto que ela se deve um pouco a falta do desabafo, do dividir os problemas com os amigos. De falar a real e se libertar. Posso estar falando besteira, mas sempre que precisar venha e divida com a gente. Pois estaremos aqui para apoia-la e lhe dar força. Viva cada dia com pensamentos felizes, pois te ter por aqui deixa muitos leitores como eu, te esperando. Tire seu tempo para se reerguer, mas jamais abandone esse espaço tão especial. E precisando gritar ou conversar....estamos aí. Bjus Elis - http://amagiareal.blogspot.com.br/

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  9. Oi Zilda,
    me aflige que você esteja passando por tudo isso, eu sei o quanto é ruim... esta é uma doença terrível, mas com fé e um bom tratamento tudo irá se normalizar.
    Minha mãe, alguns de meus tios e tias tiveram depressão e vez por outra tem que se socorrer aos remédios, porque é uma opção para se sentir melhor. Eu também já tive isso, é horrível, parece que todos os medos estão a sua volta o suor, das pessoas, não querer sair... eu sofri calada, até que um dia não deu mais... pode nem parecer, porque estou sempre sorrindo - mas sorrisos exagerados são máscaras também.... Hoje estou bem, tento me manter ocupada e espalhar felicidade... sou tão feliz quando faço os outros felizes que esqueço os problemas... Força e fé querida... sinta-se abraçada e apoiada, precisando de alguém para conversar estou aqui. Te gosto muiiiiito.
    E não tente agradar a todo mundo isso não é possível... tente ser feliz.

    xoxo
    Mila F.
    De Livro em Livro

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  10. Oi Zilda
    Acabei de chegar aqui.
    O blog tbe me trouxe tanta coisa boa que criei mais um, só sobre livros.
    Receba meu abraço bem apertado...estamos aqui :)
    Bjks mil e um ótimo domingo
    http://livrosdaclauo.blogspot.com.br/

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  11. Amadinha, estou vindo aqui justamente para, além de te visitar, ter notícias sua porque já vinha percebendo mesmo que algo acontecia. Só quero que você fique bem porque você é uma menina muito especial, carinhosa, escreve MUITO bem e tem tudo SIM para ser crítica literária com primor, talento e sinceridade. Consegue pontuar passagens do livro, da capa e da história sem degrenir com o trabalho árduo de um autor. Você faz disso aqui um blog de cabeceira eterno, daqueles que não queremos que acabe nunca. É tudo muito gostoso e eu adoro. Fica com Deus, se cuide e qualquer coisa me chame pelo Face, nem que seja para falarmos abobrinhas... rsrsrs Te adoro, viu?! <3
    Beijo, beijo!
    She

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  12. Oi moça.

    Acabei de cair de paraquedas aqui em seu blog e, por alguma razão, fui logo conduzido a esse post. Gostaria de dizer-lhe umas palavrinhas, apenas. Pessoas criativas como nós, que trabalham com literatura e artes em geral, tendem a sentir demasiadamente o peso do mundo ao seu redor. Somos muito reflexivos, certo? E, por isso, somos mais suscetíveis a depressões, crises e síndromes em geral. É meio que a nossa maldição, rs. Já estive onde você está agora, Zilda: num mundo cinza e todo sem sentido, sem vontade de fazer nada - nem mesmo de morrer. Como você, também vivi um bom tempo dopado sob a influência de medicamentos bem fortes e visitando constantemente o psiquiatra e o psicólogo. Conheço bem a tilha sob seus pés, acredite.

    Mas gostaria de dizer que não é para sempre, ok? Pode parecer no momento, mas não é. É apenas uma fase escura pela qual você está passando, como uma gripe forte que demora a sarar. Cedo ou tarde a luz voltará a brilhar dentro de você, basta nunca desistir de procurá-la. É só ter paciência, muito respeito com você mesma e respeitar também o seu próprio tempo. Você sairá dessa, Zilda, tenha certeza disso.

    Um abraço,

    Pétrus.

    Obs.: Ótimo blog, a propósito. Keep the good work :)

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